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07 fevereiro 2013

Internet e Mobilizações Sociais em Teresina



Internet contra o preço do busão! Quando mobilização social, democracia, direitos humanos e denúncia estão em cliques e hashtags nas redes sociais.

O vídeo acima – “Internet e Mobilizações Sociais em Teresina” – é um dos resultados da oficina freenet?, realizada  em Teresina, Piauí.

O trabalho é uma parceria entre o Intervozes, Fundação Getúlio Vargas, Ford Foudation e jovens teresinenses.

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*O Pisei Chão foi convidado para falar como um canal de mídia livre que atuou durante os protestos contra o aumento da passagem de ônibus (#contraoaumento), realizados em 2011 e 2012 em Teresina.

20 dezembro 2012

Aos desobedientes



Eita, peste! Por culpa de vocês o PISEI CHÃO é o melhor blog do Piauí pelo segundo ano consecutivo. O Prêmio Interaje 2012 foi entregue na quarta-feira, dia 19, durante festa no Planeta Diário, em Teresina.

Mais uma vez o PISEI CHÃO foi espontaneamente indicado pelos internautas para a lista dos cinco concorrentes. Levamos o prêmio com 49% dos votos computados na categoria.

O bi no Prêmio Interaje chega em momento oportuno. Esse foi um ano marcante para o blog. Os caminhos que resolvemos seguir nos levaram a inesquecíveis experiências.

Cooptada, a mídia piauiense deixou de informar e passou a servir a interesses escusos. Há censura no Piauí, não me canso de falar. Os órgãos de comunicação do Governo e prefeituras atuam diariamente para maquiar dados, barrar matérias e, o pior, reprimir e pressionar jornalistas que não se dobram. A grana silencia outros tantos.

O povo apanhou nas ruas enquanto o governador presenteava a esposa com um cargo vitalício no Tribunal de Contas do Estado. O velhinho bondoso e “trabalhador” da campanha foi o mesmo que comandou um dos mais enojáveis processos de repressão e criminalização dos movimentos sociais da história recente do Piauí.

Graças aos canais de informação independentes – blogs e redes sociais, principalmente – foi possível reagir a tudo isso. Construir contrainformação, revelar a verdade e desvendar mentiras. O PISEI CHÃO e uma ruma de outras pessoas independentes fizeram – e continuarão fazendo – isso diariamente.

O preço da resistência nem sempre é justo. Pedidos de demissão, tentativas de destruir sua imagem com mentiras, agressão física, spray de pimenta, gás lacrimogêneo, ameaça de prisão por desacato e processo, algemas, penitenciária. Jornalistas e estudantes. Blogueiros e trabalhadores. Muitos sofreram isso ao longo do conturbado ano de 2012.

Por isso dedico o Prêmio Interaje a todos que resistiram. Aos teimosos. Twitteiros. Lutadores. Facebookeiros. Inconformados. Blogueiros. Desobedientes.

Em 2013 nós estamos pelaí! 

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Fotos da premiação:

 




03 setembro 2012

#contraoaumento foi coisa de rico?

Para o deputado e candidato à prefeitura de Teresina, Marllos Sampaio (PMDB), sim. Membro de um clã político tradicional e filho da elite piauiense, o parlamentar desmerece as lutas estudantis e diz que milhares de jovens foram manipulados pelos empresários que comandam o transporte público da capital. 

Acorda Marllos. O povo não é bobo. Nós temos memória e sabemos de que lado você samba. Respeite nossa inteligência.   

A declaração do deputado foi publicada na edição de domingo, 02, do jornal O Dia.

26 agosto 2012

Entendendo a propaganda eleitoral



Ao contrário do que apregoa a propaganda, o preço da integração das linhas de ônibus do prefeito Elmano foi muito alto. Além da passagem ainda custar R$ 2,10, estudantes foram espancados, presos e humilhados durante os protestos contra a implantação do sistema. Nossa memória não é fraca.

24 julho 2012

Para o futuro não repetir o passado

Relembrar o passado é necessário para preservar o futuro. O vídeo abaixo mostra como a mão pesada do Estado reage sempre que é contrariada pelos rebeldes; por homens e mulheres que, inconformados, decidem lutar pelo bem comum.

#contraoaumento é uma prova de que os políticos e as políticas tradicionais massacram a maioria em defesa de uma minoria. 
Batem, prendem, roubam seu dinheiro, sua vida, seus direitos básicos para privilegiar os já privilegiados.

O povo nas ruas é uma arma de transformação poderosa. O voto consciente também. Negue os que representam esse modelo político perverso. Reflita. Reaja!






25 abril 2012

Depois do #contraoaumento, um novo golpe


Depois do golpe no #contraoaumento, quando negociou apenas com entidades aliadas à sua gestão, o prefeito Elmano Férrer repete a dose com os servidores da Educação.

Em release encaminhado à imprensa na noite desta quarta-feira (25), a PMT informa ter concedido reajuste de 22,22% para a categoria.

O teor da decisão, entretanto, foi ignorado no comunicado oficial, que dedica cinco dos seus seis parágrafos à criminalização da greve.

Destaque, nas palavras dos assessores da PMT, para quem "negociou" com Elmano Férrer: “(...) uma comissão mista de servidores da educação municipal, formada por professores, pedagogos, técnicos, representantes da Câmara do Fundeb e do Conselho Municipal de Educação que discordam do direcionamento político que o movimento promovido pelo sindicato tomou.”

Significa, em palavras melhor mastigadas, que a gestão de Teresina só se reúne com quem acata suas decisões. As vozes discordantes, seguindo esse raciocínio, são (e serão!) ignoradas.

Em um regime democrático, isso é péssimo!


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Em tempo:


- Nesta quarta-feira (25), a greve dos servidores da Educação de Teresina completou 80 dias;

- Representantes da categoria estão acampados há seis dias em frente à sede da prefeitura;

- Por coincidência (ou não!), também nesta quarta-feira (25) o desembargador Sebastião Ribeiro Martins aumentou de R$ 10 para R$ 20 mil a multa ao Sindicato dos Servidores Municipais, a quem acusa de descumprir ordem Judicial;

- O mesmo desembargador decretou a ilegalidade da greve dos professores. 

17 janeiro 2012

Currículo Lattes


Elmano Férrer Filho, 29 anos, rebento do prefeito de Teresina, Elmano Férrer (PTB), é funcionário da Credishop.

No currículo postado no site Linkedin, o jovem Elmano informa que trabalha há dois anos na empresa, onde atua como analista de segurança. A ligação profissional também está exposta no Facebook do rapaz.


A empresa de cartões de crédito é a mesma que estampa sua bandeira no bilhete eletrônico adotado no sistema de integração de linhas de ônibus da capital.

O Ministério Público Estadual investiga o contrato firmando entre a Credishop e Setut (sindicato que opera o sistema de transporte público da capital). O promotor Fernando Santos quer saber quais os ganhos de ambas as partes com a parceria e se o acordo tem amparo legal.

A Credishop é uma das empresas do Grupo Claudino. Um dos herdeiros da operadora de cartões é o senador João Vicente Claudino. O político é o chefe do PTB no Piauí e principal aliado do prefeito Elmano Férrer.

Mesmo diante das ligações "estreitas" entre Credishop-JVC-Elmano-Setut, não há nada explícito que comprove interesses escusos na contratação de Elmano Filho.

O jovem é um profissional com formação na área e, não, proprietário da empresa ou gestor público.
Tem currículo para exercer a função.
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Em tempo: A competência e a justa contratação do Elmano Filho não é o foco desta publicação. Conforme consta no currículo, o rapaz tem formação e experiência na área. A ideia do texto não é relacionar o emprego do jovem com os outros fatos citados, mas apenas relatar a coincidência do filho do prefeito trabalhar em uma empresa que está no olho do furacão que é o sistema de integração de linhas de ônibus adotado pela prefeitura. Espero, sinceramente, que todos sejam grandinhos o suficiente para discernir sobre isso.

15 janeiro 2012

Prefeitura ignora pedido de reunião do Fórum

A prefeitura de Teresina (PMT) assumiu o discurso que o movimento #contraoaumentoTHE não estava aberto ao diálogo. À imprensa, o prefeito Elmano Férrer (PTB) declarou que nenhum grupo o procurou para negociar.

Nove dias de manifestações depois – em 12/01 –, a Secretaria de Comunicação da PMT emite nota informando que “líderes estudantis” solicitaram reunião para dialogar sobre o sistema de transporte público da capital.

Afirmando que “sempre esteve aberta ao diálogo e tem tratado o transporte público com transparência e participação democrática da sociedade”, a PMT diz que o encontro será agendado.

Na mídia local, o comunicado repercutiu como “a primeira tentativa de negociação entre prefeitura e estudantes”.

Pois bem, três dias antes de Une, Ubes, Dce/Ufpi, Dce/Ifpi, Dce/Fsa, Cde/Ceut, Dce/Cet, Umes, Umest, Ccep e LVJ solicitarem o tal encontro, o Fórum Estadual em Defesa do Transporte Público já havia solicitado reunião com o mesmo teor.

Entretanto, o documento [imagem abaixo] foi solenemente ignorado pelo prefeito Elmano Férrer e toda a sua equipe.




O ideal é agendar uma grande reunião com todos os grupos que compõem o movimento #contraoaumentoTHE, incluindo não apenas partidos e grupos ligados à administração municipal. E desarmar o espírito para negociar e, se for o caso, retroceder em alguns pontos reivindicados.

Enquanto isso não acontecer, o rótulo de "gestão transparente e democrática” não tem razão de existir.

14 janeiro 2012

Luta em Vitória, luta em Teresina

Teresina (PI) e Vitória (ES) são irmãs na luta por um sistema de transporte público justo, com baixas tarifas e qualidade no serviço prestado.

Em solidariedade aos piauienses, estudantes de Joinville postaram na sexta-feira (13) um vídeo unificando o grito de protesto das duas capitais.

"Luta em Vitória, Luta em Teresina,
se em Joinville não baixar, a luta não termina"




Em comentário postado no vídeo, um internauta diz:

"Em Vitória cantávamos assim...
Se passagem não cair / o Piauí vai ser aqui!
"


13 janeiro 2012

Medplan #contraoaumentoTHE


Hacker invade site do Medplan, plano de saúde do Piauí, e posta relato de Helena Beata, presa durante manifestação contra aumento da passagem de ônibus em Teresina. A jovem passou mais de 24h trancafiada em uma cela da Penitenciária Feminina de Teresina.


Tuchê!



Charge do Izânio Façanha com uma leve adaptação. Original AQUI

Imprensa censurada e reprimida

Foto: Regis Falcão

A censura oficial está imposta no Piauí. Quase todos os grandes meios de comunicação do Estado estão alinhados à prefeitura de Teresina e ao empresariado que controla o sistema de transporte público da capital.

A linha editorial de dois dos três principais jornais impressos e de todas as emissoras de televisão criminaliza o movimento popular que está há quase duas semanas nas ruas. Portais e rádios também não estão imunes.

Jornalistas que mantêm a atuação livre sofrem pressões diretas e indiretas de membros da gestão do Executivo municipal. Conteúdos postados em blogs e nos perfis das redes sociais dos profissionais são monitorados.

Twitter, Facebook e blogs são os meios encontrados pelos defensores da causa para romper as barreiras midiáticas e difundir a verdade sobre as manifestações contra o modelo de integração e o aumento da passagem de ônibus em Teresina.


Foto: Regis Falcão

Repressão
Jornalistas e fotojornalistas também são vítimas da repressão policial em Teresina.

O repórter Cícero Portela foi agredido por homens na Rua 1º de maio, nas proximidades da Avenida Frei Serafim. O jornalista fazia imagens de PMs prendendo um estudante durante uma das manifestações quando teve o cartão de memória da máquina fotográfica roubado. Dois policiais assistiram impassíveis à cena.

O fotógrafo Bruna Silva também teve o equipamento avariado quando registrava a ação da polícia. “Um policial da cavalaria atingiu meu equipamento com um cassetete”, conta. Logo depois, homens da tropa de choque levaram o profissional detido para a Central de Flagrantes da cidade. No caminho, os PMs retiraram o cartão de memória da máquina.

“Antes de entrar no camburão um policial tomou a máquina e ficou mexendo. Quando chegou na Central de Flagrantes a máquina tava sem o cartão e danificada”, relata Bruno, que foi liberado logo após esclarecer o que estava fazendo na manifestação. A memória do equipamento foi devolvida no dia seguinte a um amigo do fotógrafo.

Os jornalistas Igor Prado, Rômulo Maia e Regis Falcão também relatam ter sofrido ameaças da polícia durante as coberturas dos protestos.

Vivemos dias sombrios na banda de cá do Brasil.