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26 junho 2012

Quem pergunta quer saber


Preparando material alusivo ao aniversário de Teresina, a Coordenadoria de Comunicação do Estado (Ccom) perguntou em seu Twitter oficial: “E vc? Pode dizer algo que só tem em Teresina?

A Amanda, menina prestativa que é, deu a sua singela contribuição:



28 abril 2012

Vestida para matar


Usando um casaco verde-militar ornado com estrelas douradas nos ombros, Lílian Martins acompanhou na Assembleia Legislativa do Piauí o final feliz da sua vida política: foi escolhida por ampla maioria para ocupar um assento no Tribunal de Contas do Piauí (TCE).

O processo de escolha foi todo articulado pelo maridão, o governador Wilson Martins. Usando a velha arma da chantagem política, Wilson arrancou da disputa potenciais adversários. Depois informou como os coleguinhas da base aliada deveriam votar. E pronto, o resultado estava garantido.

O cargo que a primeira-dama ganhou de presente é vitalício e bem remunerado. Nos próximos dias, renunciará ao mandato de deputada estadual e pedirá demissão do comando da secretaria de Saúde do Estado para assumir a função.

Ao tomar posse, terá como dever analisar e julgar as contas do próprio esposo. As dele e dos muitos aliados políticos que conquistou ao longo dos anos de atuação político-partidária.

A escolha de Lílian para o TCE é uma vergonha para a biografia política do Estado. O interesse privado da família Martins sobrepujou todos os outros. E foda-se povo. Foda-se TCE, transparência. Foda-se ética. Moralidade? Nem pensar.

Não por acaso a nova conselheira escolheu o traje estilo militar para a ocasião. Um colega jornalista avaliou que ela estava vestida para a guerra. Longe disso. Não há batalha sem inimigos. Com a sutileza que lhe é peculiar, a primeira-dama mandou, na verdade, um duro recado: o Piauí é dos coronéis.
Lílian estava vestida para matar nossas esperanças. E conseguiu. Estamos no fundo do poço. 

***

“Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
(...)
Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país"

(trecho da música "O meu país", do compositor João de Almeida Neto) - clique aqui para ouvir