Essa é uma entrevista rápida como um hai-kai. Nela, o baiano José Carlos Capinan fala de Brasil, política, música e do Tropicalismo, movimento cultural que ajudou a criar na década de 1960.
Naquela época, os tropicalistas foram tachados de alienados por absorverem e fazerem uso de influências culturais dos EUA e da Europa. Tantos anos depois, Capinan considera que ele e sua turma foram profetas militantes, que encontraram um atalho para o futuro da música brasileira.
Para eles, tudo era experimento, deboche, ironia, transgressão. Uma geleia geral. Falando nisso, as lembranças que o baiano tem de Torquato Neto também entram nessa conversa, ocorrida durante o Salão do Livro do Piauí (Salipi).
De cabelo e barba brancos, Capinan preserva a visão tropicalista. Autor da conhecida “Soy loco por ti America” e pai do cara que compôs o hit “Rebolation”, gravado pelo grupo Parangolé, ele diz que a música brasileira é riquíssima. Contudo, entende que algumas manifestações sufocam outras. “Por exemplo, na Bahia a música que domina é o axé. Eu não sou contra o axé, mas sou contra qualquer tipo de ditadura”, pontua. O problema, avalia o poeta e compositor, está na massificação da cultura.
Sem mais, vamos ao que interessa. Clique AQUI para ler a entrevista completa.

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